segunda-feira, 27 de abril de 2009

.Da porta prá fora.


Mandaram eu calar minha boca
Calar meus apelos, meus gritos cansados
Mandaram calar meus desejos
Meus sonhos, meus medos, gemidos devassos

Me mandaram andar na linha
Seguir a moda, ter pedigree
Me mandaram sentar correto
Seguir as regras, ser mais "cri cri"

Querem que eu veja na tela
As nossas maselas, forjadas sem dó
Me querem pessoa domada
Calada, enrolada nesse imenso nó

Nós que somos filhos dessa corja
Queremos agora revolução
Nós entrelaçados no peito
Nomes escritos á sangue no chão

Para quê me impõe tuas vontades
Se a tua intimidade também é ilegal?
O meu desejo que proíbes é aquele que exibe
A tua cara na página policial

Desta ideologia barata
Recheada de falsa moral
Dela quero distância
Apnéia intelectual

Quero distância permanente
Dessa sociedade de agora
Que me obriga a ser gente
Da porta para fora.

Um comentário:

Amanda Pereira disse...

Vamos nos unir e fazer a REVOLUÇÃO!!!
A foca e a pulga serão invencíveis! hehehehe

Beijos.